Vencedores do Oscar 2016


Hey, todos nós! Como estamos? No chão, certeza.

Finalmente aqui, falando sobre a premiação mais aguardada do ano - para mim -, uma premiação épica e que deu o que falar; uma premiação que discutiu diversos temas importantes na nossa sociedade de diversas maneiras, o que me permitiu concluir que o Oscar, assim como tudo na vida, é um reflexo do nosso mundo atual; uma premiação que, apesar de a audiência ter sido mais baixa do que a dos outros anos - e alguém me traga as estatísticas porque eu não acredito nisso -, bateu recorde no Twitter sobre Leonardo DiCaprio. Se você não viu o The Academy Awards, quer ver algumas coisas do meu ponto de vista ou relembrar o que aconteceu, vamos lá.

Quem está sempre ligado nas notícias sobre o mundo do cinema viu que rolou uma super polêmica por ser o segundo ano consecutivo em que nenhum ator/atriz negro/negra foi indicado/a ao Oscar. Tinha gente argumentando para todos os lados, falando em boicote e explicando que a culpa não era exclusivamente da Academia, e sim do sistema; como eu disse, tudo é um reflexo da sociedade na qual estamos inseridos/as. E então o apresentação foi Chris Rock, que, aliás, foi cotado antes de toda essa história de boicote, mas é claro que um ator, humorista negro como ele, que entende a dificuldade de ser um ator negro, fez piadinhas sobre o transtorno, uma tentativa de esfregar esse problema na cara de quem não vê - e te digo que muita gente que não entendia ou fingia não entender muito bem tudo isso ficou de cara no chão, sem saber se ria ou se não ria. Li comentários falando sobre como ele fazer isso não vai mudar o sistema, mas pelo menos ele está tentando, certo? A audiência mundial e o tema em constante ascensão o favoreceram ainda mais. E ele conseguiu passar a mensagem de uma maneira super autêntica; eu, particularmente, adorei.

Outro ponto que me chamou bastante a atenção na noite de domingo foi algo que me pareceu super normal na hora mas que, depois, veio repercutir no meu Facebook. A designer que ganhou o prêmio de Melhor Figurino por Mad Max: Estrada da Fúria, Jenny Beavan, foi receber seu prêmio vestida de jaqueta de couro e calça. Eu juro que assisti à premiação e achei mais do que merecido ela ter ganhado e não estranhei nada, só que isso aqui, minha gente, é uma pessoa inocente no meio de milhares que reparam nas coisas só para criticar, e sim, ela foi criticada pela forma de se vestir. Acho que muitas pessoas ainda não entenderam o que é século XXI. Para alguns, Jenny não estava vestida de maneira apropriada, mas quem é que diz o que é ou não apropriado? Era a roupa dela, ela estava se sentindo bem, eu não vejo problema, não há problema, ela foi lá e recebeu seu prêmio. Caramba, ela chega até onde ela chegou, onde muitos de nós, sonhadores, infelizmente nunca chegaremos, e é criticada. E o que deixou mais brava, frustrada, magoada com a situação foi o fato de pessoas como Iñárritu, que ganhou o prêmio de Melhor Diretor por O Regresso, não tê-la aplaudido e, na hora em que ela estava passando, ficar de braços cruzados, medindo a design de cima a baixo, assim como o restante da fileira de homens atrás e na frente deles. E o problema de tudo isso está nas pessoas. Eu só me pergunto até quando.


E, para finalizar essa parte de "O reflexo da sociedade atual no The Academy Awards", pontuo para vocês a apresentação super hiper emocionante demais da Lady Gaga; ela cantou Til It Happens To You, música que estava concorrendo ao Oscar de Melhor Canção Original, e levou ao palco diversas mulheres que já sofreram abuso sexual, tema que também foi discutido, junto ao sequestro, no filme O Quarto de Jack, que garantiu o prêmio de Melhor Atriz para a Brie Larson, e em Spotlight - Segredos Revelados, reconhecido pela Academia na categoria Melhor Filme, que jogou na nossa cara - de uma maneira que eu considerei até brutal, porém necessária; a minha vida não é a mesma após esse filme - o sistema que todos nós conhecemos e ninguém faz nada para mudar, que todos aceitamos apenas porque não queremos ser punidos de nenhuma forma, e isso tem que acabar de uma vez por todas. Além de tudo isso, em seu discurso, Leo DiCaprio falou sobre a mudança climática e como isso é um problema de todos nós. "Precisamos trabalhar coletivamente e parar de procrastinar."

E foi, pelo menos para nós, em um 29 de fevereiro que tudo mudou. O meme do DiCaprio teve seu fim. Ou melhor, o meme do DiCaprio não tem Oscar teve seu fim, porque o que eu mais estou vendo ultimamente são memes sobre a sua vitória que foi mais do que merecida. Aliás, eu sinceramente achei a maioria dos vencedores muito dignos de um prêmio como esse, e só não generalizo porque não vi todos os filmes indicados a todas as categorias. Então, para você entender melhor do que eu vou falar, confira a lista de ganhadores do prêmio The Academy Awards 2016!

Melhor Filme

A Grande Aposta
Brooklyn
Mad Max: Estrada da Fúria
O Quarto de Jack
O Regresso ♥
Perdido em Marte
Ponte dos Espiões
Spotlight - Segredos Revelados 

Melhor Atriz

Brie Larson, por O Quarto de Jack 
Cate Blanchett, por Carol
Charlotte Rampling, por 45 Anos
Jennifer Lawrence, por Joy: O Nome do Sucesso
Saoirse Ronan, por Brooklyn

Melhor Ator

Bryan Cranston, por Trumbo
Eddie Redmayne, por A Garota Dinamarquesa
Leonardo DiCaprio, por O Regresso 
Matt Damon, por Perdido em Marte
Michael Fassbender, por Steve Jobs

Melhor Atriz Coadjuvante

Alicia Vikander, por A Garota Dinamarquesa 
Jennifer Jason Leigh, por Os Oito Odiados
Kate Winslet, por Steve Jobs
Rachel McAdams, por Spotlight - Segredos Revelados
Rooney Mara, por Carol

Melhor Ator Coadjuvante

Christian Bale, por A Grande Aposta
Mark Ruffalo, por Spotlight - Segredos Revelados 
Mark Rylance, por Ponte dos Espiões
Sylvester Stallone, por Creed - Nacido Para Lutar
Tom Hardy, por O Regresso

Melhor Diretor

Adam McKay, por A Grande Aposta
Alejandro G. Iñárritu, por O Regresso 
George Miller, por Mad Max: Estrada da Fúria
Lenny Abrahamson, por O Quarto de Jack
Tom McCarthy, por Spotlight - Segredos Revelados

Melhor Roteiro Original

Alex Garland, por Ex Machina
Jonathan Herman e Andrea Berloff, por Straig Outta Comptom
Josh Singer e Tom McCarty, por Spotlight - Segredos Revelados 
Matt Charman, por Ponte dos Espiões
Peter Docter, Meg LeFauve e Josh Cooley, por Divertida Mente 

Melhor Roteiro Adaptado

Charles Randolph e Adam McKay, por A Grande Aposta
Drew Goddard, por Perdido em Marte 
Emma Donoghue, por O Quarto de Jack 
Nick Hornby, por Brooklyn 
Phyllis Nagy, por Carol

Melhor Animação

Anomalisa
As Memórias de Marnie
Divertida Mente ♥
O Menino e o Mundo
Shaun, o Carneiro

Melhor Filme Estrangeiro

A War, da Dinamarca
Embrace Of The Serpent, da Colômbia
Mustang, da França
Son Of Saul, da Hungria
Theeb, da Jordânia

Melhor Documentário

Amy
Cartel Land
O Peso do Silêncio
What Happened, Miss Simone?
Winter on Fire: Ukraine's Fight For Freedom

Melhor Documentário de Curta-Metragem

Body Team 12
Chau, Beyond The Lines
Claude Lanzzman: Spectres Of The Shoah
A Girl In The River: The Price Of Forgiveness
Last Day Of Freedom

Melhor Curta

Ave Maria
Day One
Everything Will Be Okay (Alles Wird Gut)
Shok
Stutterer

Melhor Curta de Animação

Bear Story
Prologue
Os Heróis de Sanjay
We Can't Live Without Cosmos
World of Tomorrow

Melhor Canção Original

J. Ralph & Anthony - Manta Ray, por Racing Extinction
Sam Smith - Writing's On The Wall, por 007 Contra Spectre
The Weeknd - Earned It, por Cinquenta Tons de Cinza

Melhor Trilha Sonora Original

Carter Burwell, por Carol
Ennio Morricone, por Os Oito Odiados
Jóhann Jóhannsson, por Sicario: Terra de Ninguém
John Williams, por Star Wars: O Despertar da Força
Thomas Newman, por Ponte dos Espiões

Melhor Fotografia

Carol
Mad Max: Estrada da Fúria
O Regresso ♥
Os Oito Odiados
Sicario: Terra de Ninguém

Melhor Figurino

A Garota Dinamarquesa
Carol
Cinderela
Mad Max: Estrada da Fúria ♥
O Regresso ♥

Melhor Maquiagem e Cabelo

The 100-Year-Old Man Who Climbed Out The Window And Disappeared
Mad Max: Estrada da Fúria ♥
O Regresso ♥

Melhor Mixagem de Som

Mad Max: Estrada da Fúria ♥
O Regresso
Perdido em Marte
Ponte dos Espiões
Star Wars: O Despertar da Força

Melhor Edição de Som

Mad Max: Estrada da Fúria ♥
O Regresso
Perdido em Marte
Sicario: Terra de Ninguém
Star Wars: O Despertar da Força

Melhores Efeitos Visuais

Ex Machina ♥
Mad Max: Estrada da Fúria ♥
O Regresso
Perdido em Marte
Star Wars: O Despertar da Força

Melhor Design de Produção

A Garota Dinamarquesa
Mad Max: Estrada da Fúria
O Regresso
Perdido em Marte
Ponte dos Espiões

Melhor Edição

A Grande Aposta
Mad Max: Estrada da Fúria 
O Regresso ♥
Spotlight - Segredos Revelados
Star Wars: O Despertar da Força

Antes de começar, devemos nos lembrar de que essa é a minha opinião, o que eu digo não é lei, e você está convidado/a a discordar de mim se quiser e até mesmo debater comigo de maneira saudável - debates saudáveis são os únicos debates que valem a pena aqui e em qualquer lugar do Universo. Não vou falar sobre as categorias Design de Produção, Trilha Sonora Original, Curtas, Documentários, Filme Estrangeiro e Roteiro Adaptado simplesmente porque não sou capaz de opinar. Se você souber o que faz um design de produção, por favor, me conte, porque parece complexo demais para a minha pessoa.

Com nada mais nada menos do que seis prêmios, Mad Max: Estrada da Fúria foi o filme que mais levou Oscar nesse 2016, e digo que todos eles foram muito merecidos. Melhor Edição, Edição e Mixagem de Som, Figurino, Cabelo e Maquiagem, tudo foi muito bem trabalhado e bem feito no longa. Provavelmente, quem percebeu mais toda essa produção audiovisual foram as pessoas que assistiram ao filme no cinema, em 3D ou não. Vamos combinar que a experiência de assistir numa tela gigante como aquela é diferente de assistir em uma televisão ou em um computador, e também vamos combinar que, mesmo se você assistiu na televisão ou no computador por qualquer que fosse o motivo, assim como eu, não decepciona nem um pouco. Isso não é sobre você ter gostado ou não da história, é sobre o que foi feito ali. Ex Machina levou a de Efeitos Visuais quando quase todo mundo já estava apostando tudo em Mad Max, que também teve efeitos incríveis. Acho que a complexidade de criar o corpo da Ava, não só a Ava, e tudo ao redor disso - e deixo claro que estou dizendo isso só com base nas poucas cenas que eu vi - é, de certa forma, um pouco mais trabalhosa e detalhada do que as cenas desérticas de Mad Max, e por isso, em minha opinião, foi digno. Só que também tem as questões de, tipo assim, a guitarra do personagem de Mad Max soltar fogo de verdade e todas essas coisas. Ai, complicado demais. O caso é que os dois ganharam e está bom assim, certo? Certo. Quando eu entender a Academia, explico para vocês.


Apesar de só ter visto, da categoria Melhor Fotografia, Mad Max e O Regresso, todas as minhas fichas estavam em O Regresso, não porque tudo foi filmado com luz natural e o cenário era real e todas essas coisas mais técnicas. Quando você assiste a um filme, não importa se tem uma iluminação artificial atrás ou não, o diretor ou quem quer que decida essas coisas sabe o que faz, e para o espectador, o que importa é o resultado, e é isso o que um filme é, um resultado, um conjunto de diversos fatores, como se fosse uma grande equação. E quando eu vi O Regresso, uma das primeiras coisas que me chamaram a atenção foi a fotografia. É impecável. É mágica, surreal, fantástica, e eu me sentia comovida só de olhar de tanta beleza. É uma obra de arte que eu poderia analisar o tempo todo. É fria e aconchegante. É como se te chamasse para o filme. A fotografia de O Regresso não é uma fotografia, é uma experiência. Se você não teve a oportunidade de pelo menos observar, observe. Repare nos detalhes. Se O Regresso não tivesse ganhado como Melhor Fotografia, acho que nada mais faria sentido para mim - e eu não sou exagerada.

Agora a pergunta da vida é: Por que raios Sam Smith levou o Oscar? Não desmerecendo o trabalho, a canção que eu até mesmo adoro, contudo Til It Happens To You é tão fantástica que eu não entendo como não venceu. Essa música arrepia, e arrepiou muito mais na apresentação fantástica; tudo me leva a crer que ela só não ganhou por um motivo: Lady Gaga não tinha se apresentado antes de a Academia votar - só que nem precisava. Já foi, não dá pra voltar. Ela pode não ter ganhado o prêmio, mas ganhou o coração e carregou as lágrimas de milhares de pessoas, isso eu posso garantir.

Desde que foi lançado, sabíamos, todos nós sabíamos que Divertida Mente tinha cheiro de Oscar. Tudo bem que a nossa torcida era para O Menino e o Mundo, afinal de contas, longa metragem de animação brasileiro indicado à maior premiação de cinema do mundo é uma coisa grande, que enche nosso peito de orgulho e esperança, pátria amada, Brasil, entretanto era até bem óbvio que a animação da Pixar ganharia. Esse filme, que trata de psicologia de uma maneira tão diferente e ainda assim real, não ganhou só porque é da Pixar; ele é genial. Amei Divertida Mente com todas as minhas forças e ainda não tive oportunidade de assistir aos outros filmes da categoria, mas sei que cada um tem seus pontos altos e mereceram ser indicados. Desculpa, só não engulo Shaun, o Carneiro por um particular motivo de eu não gosto mesmo.

No quesito roteiro original, mesmo não tendo visto todos os filmes, sei todas as sinopses de cor e salteado, e todos os roteiros me pareceram ótimos. Só que Spotlight é Spotlight, e Spotlight aponta o dedo na cara de cada um de nós, seres humanos que fazemos parte desse sistema horrível, sistema esse que... Olha, lembra que eu disse para você assistir ao filme? Então, assista. É sério. Eu não vou falar muito para não dar spoiler - os tapas na cara precisam doer para você entender a mensagem e pensar sobre, então que doa. E já falando de Spotlight, falemos sobre como ganhou o título de Melhor Filme, e leia bem o que eu estou escrevendo. Eu sei que você gostou de Mad Max, eu também gostei, e eu sei que critica a sociedade e isso é importante, eu também percebi. Eu também sei que você achou que O Regresso surpreendeu por não ter ganhado. E também sei que O Quarto de Jack é maravilhoso. Eu sei que, se você ficou bravo/brava por Spotlight ter ganhado, foi porque você assistiu a algum dos outros sete longas indicados e achava porque achava que o outro deveria ter ganhado. E você é a pessoa que, em vez de curtir a publicação no Facebook sobre quem ganhou o Melhor Filme, dá aquela carinha de bravo/brava. E eu sei que você provavelmente não assistiu a Spotlight. Se assistiu, o mundo está perdido. Por favor, por favor, vamos repensar em tudo após assistirmos a Spotlight. Se eu estou insistindo nesse assunto, é importante - não para mim, para todos nós. É de um sistema inteiro que eu estou falando. É do mundo, não dos EUA ou do Brasil ou da América ou de cada caso separado, é do planeta inteiro, e isso não é nada menos do que horrível, terrível e perturbador. Você pode não entender agora, você vai entender quando analisar o filme, assistir e não apenas ver. Assista. Entenda. Compreenda. Veja a si mesmo/a como parte desse sistema, você é parte dele, apenas não entendeu isso ainda. E nada vai mudar se nós não mudarmos, se nós não tentarmos. Esse filme é uma tentativa. O tempo que eu estou tendo para escrever esse texto é uma súplica. Acho que a gente já entendeu que tudo parece fora dos eixos ultimamente, só que é assim que a gente se arruma, e tá na hora de a gente se arrumar de verdade. Vai demorar, todos sabemos que vai. A gente só tem que começar de algum lugar.


Sobre atuações, Alicia Vikander fez um trabalho maravilhoso em A Garota Dinamarquesa. Eu não me lembro de conhecer o trabalho da atriz em outros filmes, todavia nesse eu posso concordar que ela foi maravilhosa. Não estava apostando no Stallone para melhor ator coadjuvante, sinceramente, e acho que quem deveria ter ganhado é o Mark Ruffalo, com seu excelente papel em Spotlight. Vi Ponte dos Espiões e o Rylance trabalhou muito bem, só não achei que foi tanto quanto o Ruffalo. Brie Larson atuou incrivelmente junto ao fofíssimo Jacob Tremblay em O Quarto de Jack, e esse Oscar estava para ela assim como o de Melhor Ator estava para Leonardo DiCaprio, que não ganhou "porque estava esperando por um Oscar fazia muito tempo", e sim porque sua atuação foi muito, muito complicada. Não era um papel para qualquer um, nem o de Brie, e ele fez coisas que eu - exemplo podre, mas mesmo assim - não teria coragem de fazer, como comer um órgão de um animal por não ter ficado satisfeita com a tomada feita com gelatina. Isso porque ele é vegetariano. E as falas dele, quer dizer os urros dele, olha, foram belos urros. Doeram em mim. Eu não saberia urrar daquele jeito. Sério, eu até tentei em casa e urrar é uma coisa difícil. Tentem. Fingir estar morrendo também é, ou sei lá, qualquer atuação. Não atua quem quer, atua quem pode - e digo isso de uma forma bem ampla. Eles puderam, conseguiram, fizeram por merecer, e minha admiração por cada um deles, não só deles, é enorme.

Alguns colocaram suas fichas em George Miller, por Mad Max: Estrada da Fúria, mas quem levou, pelo segundo ano consecutivo, o prêmio de Melhor Diretor foi Iñarritu. Fiquei brava por ele ter levado por Birdman ano passado quando, para mim, o melhor diretor tinha sido o de Boyhood, que conseguiu não perder o fio da meada durante os doze anos de gravação, e dessa vez eu estava torcendo para Iñarritu. Afinal de contas, ele dirigiu o filme que deu ao Leo o tão aguardado menino de ouro, certo? Mas, em geral, achei bastante merecido. Filmar em todos aqueles cenários complicados, fazer uma avalanche de verdade e contratar um meteorologista exatamente por causa no cenário, ter que treinar de novo e de novo com os atores aquele monte de cenas de guerra para, na hora, fazer tudo certo... É, não esperava menos do que isso para ele. Veremos se ano que vem ele volta.

Chega, né? É. Gente, me empolguei e não vou me desculpar por isso. Eu poderia falar horas sobre isso sem sequer me cansar. Se quiserem conversar comigo, e espero que sim, aguardo comentários. 
Agradeço por terem lido até aqui! Espero que tenham gostado.
Beijinhos e até mais.

Karoline Melo

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