[Livro] Se Eu Ficar


Autor(a): Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Categoria: Romance, Família, Escolhas

Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.

Devido à fina camada de neve que cobria o chão naquela manhã, as aulas foram canceladas. Consequentemente, Mia e Teddy não iriam estudar, e seu pai, um professor, não iria trabalhar. A mãe deles decidiu que não seria a única a não ficar “de folga” aquele dia, então avisou que não iria trabalhar. Sendo assim, a família teria o dia livre. Como em Oregon não neva tanto a ponto de não dar nem para sair de casa, a neve já estava derretendo, deixando assim a pista molhada. A família de Mia, então, resolveu dar um passeio de carro, ver seus amigos Henry e Willow, que não visitavam há algum tempo, passar no BookBarn – um sebo gigante – e ir à casa dos avós dela para jantar; depois disso, Mia iria até Portland, onde a Shooting Star, banda de Adam, seu namorado, tocaria.

Mia era a “diferente” da família. Ao contrário dos pais e do irmão, que amavam punk e rock, ela seguiu o caminho da música clássica. E não era só isso, mas, para a resenha, a gente releva. Seu pai, antigamente, tocava em uma banda com alguns amigos, sua mãe era amante de música e seu irmão, Teddy, tocava bateria já aos oito anos de idade. A garota tocava violoncelo. De qualquer maneira, não deixava de ser musicista. O amor por música juntou seus pais; o amor por música juntou ela e Adam.

Eles estavam na estrada. O carro foi destruído quando houve o choque com um caminhão. A última coisa que ela ouviu foi a Sonata para violoncelo nº 3 de Beethoven. Mia se viu fora de seu corpo, que estava no chão. De repente seus pais estavam mortos, ela estava em estado grave, e Teddy... bem, ela não sabia muito sobre ele. O socorro chegou e seu corpo foi encaminhado para um hospital; ela foi levada até Portland de helicóptero, pois precisava passar por cirurgias, dessa forma sendo separada de seu irmão.

Ela pode ouvir as pessoas, pode andar, tocar nas coisas, mas não é como se isso afetasse o mundo real. Então ela ouve as enfermeiras dizerem que se ela vai ficar ou não, a escolha é dela. Se ela ficar, acordará órfã, terá de lidar com as consequências, com a dor e seguirá sua vida com seus avós, tios e primos, os amigos de seus pais, sua amiga Kim e, claro, Adam. Caso contrário, bem, ela poderá “ir” com sua família. Se ela ficar...

Através de flashbacks, conhecemos sua história de amor com Adam e com a música, seu relacionamento com sua família e com sua melhor e única amiga, Kim. Enquanto isso ela está no hospital, apenas pensando e observando todos ao seu redor tentando fazê-la ficar.

Creio que a dor é o maior e pior problema dessa escolha.

Ao longo da narrativa em primeira pessoa, conhecemos personagens incríveis e apaixonantes, nos emocionamos com muitos trechos e eu não consigo escrever por causa da ressaca e ficamos apreensivos com o conjunto de tudo. Ao mesmo tempo em que eu queria chegar ao fim para desvendar esse mistério, eu não queria. Não, não e não. Era como se estivessem arrancando meu coração. Não é como se esse livro fosse o que mais me fez sofrer, mas a trajetória foi doída. As histórias vividas pela protagonista eram encantadoras e nos faziam pensar em como ela viveria sem aquilo. Em como nós sobreviveríamos sem aquilo. São 193 páginas de pura aflição, e me fez questionar vários pontos na vida.

As capas originais não são muito de meu agrado, apesar de eu raramente gostar de livro com a capa do filme. Não que eu tenha gostado dessa capa do filme, porque tem umas coisas meio sem sentido, mesmo dando para entender o sentido. Ok, em um dos quadrinhos eu realmente não achei sentido algum, mas, apesar disso, eu gosto do jeito que a capa foi feita. As páginas contêm desenhos lindos e maravilhosos de notas musicais; no início eu pensei que ficaria olhando mais para os detalhes do que para a história em si, mas não foi isso o que aconteceu. As palavras te prendem à página. Acho que só deixou o livro mais vivo. A diagramação está ótima. Os capítulos são divididos em horários, já que a história praticamente se passa em 24h, e há um detalhe musical dividindo o agora dos flashbacks. A tradução... ah, gente, a tradução foi bem mais ou menos. Parece que a editora estava com pressa e não revisou direito. O resultado foram palavras erradas – o que era no plural estava no singular e vice versa – e uma frase não tinha sentido algum! Só uma? Isso com certeza atrapalhou um pouco a leitura. Creio que teria sido mais emocionante se esses erros não ocorressem. Claro que eu não sou uma “expert” da língua portuguesa, mas alguns erros foram grotescos. Espero que a editora reveja isso para uma próxima edição.

De modo geral, amei o livro. É simplesmente ótimo, fofo, chorável; uma leitura mais que recomendada para quem gosta de música, romance e frases bonitas e pensáveis. Olha, se você ler...

Trailer

Como houve a adaptação para o cinema, creio que ninguém se preocupou em fazer um book trailer, e acredito que nem seja necessário, já que foi bem fiel. Pelo que sei há três trailers, e escolhi o de número dois por achar a mais parecido com o livro.




Batalha de Capas


   


E então, o que acharam? Deixe seu comentário.
Beijinhos e até mais.

Karoline Melo

10 comentários:

  1. Eu li esse livro uns bom meses antes do lançamento do livro e até agora não assisti. A minha amiga falou que leu esse livro e gostou, sem nada pra ler eu baixei o livro e terminei no mesmo dia. Não terminei rápido porque eu amei o livro, mas sim porque a escrita dele flui, é leve. Eu o livro foi uma boa distração, só isso sabe? Achei a história fraca, sem nada demais. Concordo com você, pra quem gosta de frases bonitas, é um livro, mas eu n achei tão emocionante assim, hahaha.

    A capa que eu mais gostei foi a da primeira de cada coluna. Eu também acho que a do filme está melhor, mesmo não gostando dessas capas.

    Beijos!

    orocardovento.blogspot.com

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    1. Oi, Aline!
      Eu li alguns dias antes do lançamento do livro, fui ao cinema, assisti na sala vip e gostei muito do filme ♥ Como um complemento do livro. Eu também achei que o livro flui bastante, acabei em pouquíssimo tempo, mas gostei muito da história! Eu até chorei, hahahahah. E tem muitas frases bonitas mesmo. Muitos quotes marcados, hahaha. A primeira capa da primeira coluna é a original, mas sou muito mais a do filme mesmo.
      Beijinhos.

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  2. Oie!
    Eu vi o filme e gostei até, porém esperava um final muito mais intenso (cética, eu? Imagina haha). Acho que não lerei o livro, não, já que você disse que é fiel e o filme foi apenas razoável. Acho que, em livros contemporâneos, espero coisas MAIS trágicas. kkk
    Minha capa favorita é a quinta.
    Beijos,
    http://livrodeunicornios.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Julia!
      Eu acho que o final é perfeito, porque tem continuação e tal. Se contar o que acontece depois que ela acorda, estraga. Acredite, hahahha. O filme é fiel, mas o livro é MUITO mais cheio de vida, de tudo, sabe? MAIS trágicas? Mulher, você é cruel, hahahaha. A quinta capa é bem fofinha.
      Beijinhos.

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  3. Oi Karol *-*'
    Ah, esse livro é uma fofurinha! Apesar de que quando eu li, achei ele bem fraquinho.
    Só depois de ler o segundo, as coisas realmente fizeram sentido. A Mia é uma personagem chata ¬¬' mas o Adam é uma fofura só! Eu vi o filme e achei bem fiel, ele inclusive (como no livro) deixou uma brecha para o segundo *----* Torcendo para que saia logo <3 <3 <3

    Beijos,
    Mari Siqueira
    http://loveloversblog.blogspot.com

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    1. Oi, Mari!!!
      Esse livro é um amor. Acho que só eu não achei ele fraquinho, hahahah. O segundo, cara, eu ainda não li! Está aqui e eu ainda não li. Argh. Vontade não falta. Eu gosto da Mia, poxa! E do Adaaaaaam ♥ Espero que tenha o segundo filme, mas duvido muito, Mari :(
      Beijinhos.

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  4. Hey Karol.
    Eu fiquei absolutamente apaixonada pela história (que eu imaginei ser totalmente diferente), e estou louca para ler o mais breve possível. Assim como o para assistir ao filme.
    Adorei a resenha.
    Beijinhos.
    Sté

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    1. Hey, Téh!
      A história é amoooor, e espero que você possa ler o livro. Esperava que você quisesse. Deus, só observo você e seus costumes de leitura '-' Agora assistir ao filme é o BÁSICO. Próxima pajama party, Se Eu Ficar será o primeiro da escolha. Aliás, assisti ao filme ontem, hahaha.
      Beijinhos.

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  5. Olá!

    Eu simplesmente sou apaixonado pela primeira capa.
    Não tive coragem de comprar o livro ~por falta de dinheiro~ e em começar a lê-lo. Cada um fala uma gosta. Detestam o livro, amam o filme. Detestam o filme, amam o livro. Detestam os dois. Amam os dois.
    Assim não dá!
    Fico feliz que tenha gostado e adorei sua resenha. Sempre bom descobrir um pouquinho do que o livro se fala antes mesmo de podermos lê-lo.
    Enfim, bom saber que os flashbacks ajudam e que é uma leitura que vai fluindo naturalmente. Só pela sua resenha consegui sentir uma tristeza.

    Beijos literais,
    Luiz Henrique (Luke)
    instanteliteral.com

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    1. Oi, Luke!
      A primeira capa é AMOR. Leia, assista, tire suas próprias conclusões! Seres humanos são complexos. Fico super contente por ter adorado a minha resenha ♥ Ler resenhas ajudam a adentrar no universo do livro e não cair de uma vez num buraco sem fundo, e ler depois de ter lido o livro fazem você se lembrar da história e trocar opiniões, etc. Resenhas são amor. Acho que os flashbacks são a melhor parte. E, ah, Luke! Livros tristes precisam de uma resenha escrita ao som de Lana, hahahhaha. Brincadeira. Mas é bom saber que eu consegui transmitir o que eu senti ao ler. Acho que as cores frias ajudaram.
      Beijinhos.

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