Halloween Town

Olá! Como vai?
Para essa semana, ao invés e uma crônica, decidi colocar um conto. Verdadeiramente era uma fanfic que publiquei ano passado - por isso o pseudônimo Karol Jones -, entretanto a reescrevi esses dias e, sinceramente, ficou muito melhor. Espero que goste! Deixe seu comentário após a leitura.

O conto a seguir foi escrito/criado por Karoline Melo de Oliveira. Cópia é crime. Caso queira publica-lo em outro lugar, deixar um comentário e colocar os devidos créditos. Grata.


  Dia 31 de outubro à noite, uma sexta-feira, aproximadamente 22 horas.
  Emily tem oito anos e odeia usar vestido, apesar de que, provavelmente, estará usando um neste halloween; é apaixonada por histórias de terror, apesar de não acreditar em nenhuma delas. No mundo real, nada disso seria possível, ou seria? Daniel é seu melhor amigo desde pequenos, já que seus pais são bem próximos. A diferença de idade entre os dois é de quase um ano, sendo Danny Jones o mais velho. Neste dia das bruxas, Emy e Danny não tinham nada para fazer, então foram para uma festa obrigatoriamente. Era um lugar para adultos, não para eles.  Lá não haveria muitas crianças, porém eles foram, visto que a babá só poderia se disponibilizar a partir de uma hora da manhã. Eles se acham muito velhos para ter babá, entretanto sozinhos não poderiam ficar. Preferem a chamar de amiga.


  Foram bem arrumados, apesar de tudo. A festa acabaria mesmo às quatro e meia da manhã, e teriam de ficar lá até uma. Ainda eram dez da noite. Emily Morgan estava com um vestido bem bonito, onde a saia era rodada e acima do joelho, quase na metade da coxa. Daniel estava com uma roupa quase normal. Não era bem um terno, mas parecia, e atrás uma capa. Drácula.
  A Senhora Morgan apressou os garotos, até que foram à maldita festa nessa cidade do halloween, também conhecida como Londres.
  Chegando ao local onde seria esse baile, Danny e Emy entraram, percebendo os lustres e todo o cenário por trás daquela festa: tudo estava um pouco escuro e azul, entretanto não demorou muito para que achassem aquilo uma chatice. Encontraram um lugar para sentar, no andar superior do salão, e começaram a observar seus pais dançando, rodeados de vários outros adultos desconhecidos por eles.
  - Dan, o que você acha daquelas histórias que ouvimos várias vezes e algumas pessoas dizem serem verdade e têm muito medo?
  - Do que você está falando, Emy? – Perguntou, começando a prestar atenção na garota.
  - Das histórias sobre babás malvadas que, no começo, parecem ser boazinhas, e no halloween viram bruxas.
  - Eu não acredito, porém tenho medo. Dizem que depois de duas horas podem ouvir crianças gritando por estarem sendo mortas pelas babás.
  - Você já ouviu esses gritos, Danny?
  - Não.
  - Nem eu.
  Os dois ficaram quietos por um tempo, uma vez que aquele assunto os interessou e deixou-os pensando sobre.
  - Emily? – Daniel falava olhando para o salão ao redor.
  - O que foi?
  - Você já ouviu falar na história dos monstros do dia das bruxas?
  Qualquer pessoa por ali, se estivesse ouvindo a conversa, saberiam do que estavam falando. Há uma lenda falando sobre os monstros que vivem em baixo das camas e escadas; eles têm olhos vermelhos e dentes afiados, como de tubarões. Alguns dizem que essas criaturas são parceiras das tais bruxas, e gostam de matar todas as crianças no halloween. Essa história de matar as crianças não ocorreu por simples vontade de matar.
  Antigamente, nos dias das bruxas, as crianças costumavam sair batendo às portas das casas pedindo doces ou travessuras, e algumas pessoas não tinham doces. Havia um grupo de jovens que pareciam uma família, de tão unidos que eram; eles nunca davam doces. Também não gostavam nem um pouco das travessuras, já que tinham de limpar todo o ovo misturado com papel higiênico, algodão e farinha. Desde o segundo dia das bruxas que eles passaram lá, algumas crianças começaram a desaparecer, e apenas gritos eram ouvidos durante a madrugada. As famílias começaram a ficar preocupadas e, a cada ano que se passava, no dia das bruxas, mais crianças desapareciam.
  Após longos dez anos disso, àquela “família”, de repente, desapareceu. De um dia para o outro, tudo sumiu, porém todos sabiam: eles continuavam ali, para se vingarem das ovadas e outras travessuras que crianças, inocentes ou não, fizeram.
  Dizem que, as únicas crianças que podem se salvar, são aquelas com um bom coração e que amam alguém de verdade (que não seja sua família) e as que os têm, quando crescem, se tornam “bruxos”, mas apenas os que forem infectados pela maldição, embora algumas pessoas digam que as crianças não amam e que não tem capacidade para isso, então quase nenhuma sobrevive, por seus cálculos.
  - Conheço sim, Daniel. Tenho muito medo.
  O silêncio tomou conta da conversa.
  - Estou com sono.
  - Também.
  Após isso, os dois encostaram suas cadeiras na parede. A senhorita Morgan colocou a cabeça sobre o ombro do senhor Jones e ele a abraçou. Assim, eles adormeceram.

  - Daniel, Emily, acordem! – A babá tentava fazê-lo – Vamos crianças, temos que ir.
  - Oi? – Emy disse tentando acordar e ficou ainda mais apoiada em Danny.
  A babá era muito simpática e os amava muito - ou pelo menos é o que parecia - então os guiou até o carro, tentando não deixa-los cair, já que ainda estavam bem sonolentos. Quando despertaram, encararam bem sua amiga.
  - O que vocês dois querem? – Ela perguntou.
  - Doces ou travessuras – A princípio a babá deu um sorriso, porém se aborreceu, e voltou a sorrir novamente.
  - Tudo bem crianças; vamos para a casa de Danny primeiro para comerem algo, e depois que pedirmos os doces, vamos à casa de Emy para vocês dormirem.
  - OK – Disseram juntos.
  Ao chegarem em casa, mal podiam esperar para ganhar doces, afinal de contas, era o único dia do ano que não pagavam para ter chocolates e balas. Tomaram um copo de leite e partiram, batendo nas postas conde havia luzes acesas.
  A maioria das casas dava os doces, porém algumas logo fechavam a porta e as crianças jogavam ovos e papel higiênico. Quando chegou a uma rua deserta, nas últimas casas, parecia não haver ninguém e, a última que estava toda destruída tinha uma luz acesa. As crianças então foram correndo, mesmo a babá não querendo que elas fossem.
  - Aonde vocês vão? Voltem agora!
  Os dois não quiseram ouvir, e a babá saiu correndo atrás deles, então, quando eles bateram a porta, ela caiu.
  Pelo visto, aquela era a casa mal assombrada de que todos falavam. Se olhasse bem, parecia que todos os fantasmas saíram de lá; ninguém abria ali há anos. Os três – o menino, a garota e a babá – saíram correndo para a casa de Emily, que era bem perto de onde estavam. Chegando lá, as crianças saíram correndo para o quarto de Emily e a babá começou a fazer barulhos estranhos com a boca. Aparentemente ela estava morrendo ou ressurgindo; era indescritível.


(Coloque a música a baixo para tocar - dá mais entusiasmo.)



    Daniel estava tremendo, tal como a senhorita Morgan. Criaturas estranhas começaram a aparecer em seu quarto, e as crianças se espremeram ainda mais. Alguns tentavam chama-los para desvendar todo o resto daquela cidade do halloween. Abóboras saíam das plantações vizinhas com pernas e braços, todas indo em direção a casa. Dava para se ouvir cada um dos “bichos estranhos” dizendo que entre doces ou travessuras, os vizinhos preferiam morrer ou se assustar. Ouviam-se gritos, fazendo-os gritar também.
  Debaixo da cama havia um monstro com olhos vermelhos e dentes gigantes e brilhantes. Então os jovens saíram correndo, desceram a escada. Danny tropeçou e a garota o ajudou e continuaram correndo, porém quando chegaram ao andar de baixo, olharam debaixo da escada. Havia um estranho ser que tinha dedos de cobra e seus cabelos eram aranhas. Continuaram correndo. Passaram na sala de estar e na sala de jantar e, quando chegaram à cozinha, viram sua babá como uma bruxa, que queria os perseguir custe o que custar.
  Os dois gritaram e saíram pela porta, chegando à rua, onde monstros vinham dizendo algo como Nessa cidade que chamamos de casa, todos gritam com a música das abóboras; nessa cidade - vocês não a amam agora? - todos esperam pela próxima surpresa”. Eles foram correndo até a esquina mais próxima; um homem estava escondido na lata de lixo e lobos começaram a uivar, fazendo-os correr ainda mais.
  Tudo estava escuro, com fumaça preta avermelhada. Para o lado onde estavam indo, começaram a ouvir gritos de crianças inocentes, e os dois correram para outro lado. Duas horas da manhã.
  - BU! – As crianças de assustaram enquanto um monstro dizia – A vida não é divertida sem um bom susto, não?
  Um esqueleto os atacou, e eles foram correndo de volta a casa. Quando chegaram lá, não havia mais ninguém, embora o esqueleto tenha os agarrado, arranhando profundamente suas costas e conseguindo injetar o veneno do mal. Uma praga, talvez?

Quatro horas da manhã.
  As duas crianças estavam deitadas na cama de Emily Morgan; tudo parecia bem, tudo estava normal e a babá deixara um bilhete colado na porta:

  Queridas “Chefes”,
  O tempo que passei trabalhando com as crianças foi ótimo, e agradeço muito por isso. Não precisa me pagar este mês; acabei de me mudar para um lugar distante. Deixei Karol e Danny dormindo e logo fui embora, sinto muito por não tê-las esperado, mas tranquei tudo. Espero vê-los um dia, talvez, mesmo sabendo que isso não será muito fácil de acontecer. Agora eles não precisam mais de mim, então vou embora. Desculpe ir assim, mas foi necessário.
Sentirei saudades.
Babá.

  Mesmo achando estranho o sumiço repentino da moça, tudo ficou bem, e ninguém além dos garotos soube o que aconteceu. De fato, eles deveriam estar mortos, só que é como dizem: o amor vence todas as barreiras.

Oito anos depois...

  - Mas, Emy, meu amor, eu não posso tocar no show de hoje. É HALLOWEEN!
  - Danny, relaxe, nada vai acontecer.
  - Ainda estamos com a maldição em nosso sangue, eu sou um monstro e...
  - Shiiiiu! – Morgan calou Jones com um beijo – Nada pode acontecer, você não é um monstro e o show acaba meia-noite. Depois disso vamos para casa.
  - Será necessário. Não quero matar ninguém, nem ousar fazer isso como a nossa antiga babá.
  - Ainda estamos com a praga, mas somos diferentes, até porque fomos os primeiros a sobreviver desse ataque. Sabe por quê?
  - Porque somos especiais?
  - Não, idiota! Porque a gente se amava, e ainda se ama, eu acho... Bom, pelo menos eu te amo.
  - Também te amo!
  Os dois se abraçaram e beijaram. Daniel Jones foi para o show e tudo ocorreu bem. Como o combinado, depois eles foram para sua casa - já que moravam juntos - e adormeceram; assim, não precisariam matar nem deixar alguém ferido. Era a última coisa que queriam.


Eu adoro Halloween. É o dia do ano em que todos usam máscaras, não só eu. As pessoas acham divertido fingir ser um monstro. Eu passei a vida inteira fingindo não ser um.

Karoline Melo

4 comentários:

  1. Tb Amo!
    Ainda bem que eles se amam!

    Estamos com uma super promoção do Dia dos namorados!
    Participe!
    Beijos
    Rizia -Livroterapias

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    1. Ainda bem, hahaha. Achei um pouco meloso de mais, ai, não curti essa parte hahahah. Mas Halloween é vida ♥
      Beijo.

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  2. "As pessoas acham divertido fingir ser um monstro. Eu passei a vida inteira fingindo não ser um."

    Que lindo, cara. Amei o conto, serião. Quando eu olhei eu falei "nossa, que preguiça, é enorme" hauhauhua mas depois que eu comecei a ler, eu me envolvi na história, sabe? E ficou ótima!

    Clichê, mas essencial: O amor sempre vence. <3

    Parabéns!

    E sobre a última parceria que você comentou, vc deveria tentar entrar em contato com ele. Não custa nada hahaha.

    xx
    Aline
    http://thesongoftheletters.blogspot.com.br/

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    1. Awn, fico muitíssimo feliz por ter gostado! Normalmente os contos são bem maiores, mesmo hahahah entendo. Achei muito legal o fato de você ter se envolvido *-* Meu professor de teatro diz que vou para Hollywood escrever roteiros.
      O caso é: o que é clichê se repete muitas vezes - é claro - por ser bom.
      Entrei em contato com ele e enviará o livro daqui algum tempo ^^ Parceria confirmada.
      Beijos.

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